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Esquentando os motores para Algoritmos

Depois de alguns semestres lecionando disciplinas mais avançandas nos cursos de Informática (Integrado e Licenciatura) do IFRN, em 2014.2 voltarei a lecionar uma básica. Aquela que eu considero como a mais importante do curso: Fundamentos de Lógica e Algoritmos. Sim, considero com a mais importante porque faça uma boa disciplina (aprenda de verdade, não é só ser aprovado) e tenha um restante de curso tranquilo. Não aprenda de verdade (embora seja aprovado) e padeça o resto do curso.

Justamente por isso, as discussões sobre como “ensinar algoritmos?” são sempre muito constante. Qual a melhor linguagem? Fazer no papel? Usar computador? O que mais pode ser usado? O que os outros fazer? São questões comuns. Por outro lado, existem várias iniciativas ao redor do mundo para o ensino de programação. Incluindo para pessoas comuns, que não usarão programação no seu dia-a-dia. Sou um grande fã delas.

Atualmente, minha linguagem preferida para ensino de programação é Python. E será utilizada como linguagem de programação para praticar o que veremos nas aulas de Algoritmos. Importante destacar que o objetivo não é o ensino de Python, ou uma outra linguagem de programação qualquer, mas sim os fundamentos de lógica de programação. A linguagem aqui é meio e não fim.

Mas antes irei utilizar outras ferramentas mais lúdicas, como o Code.org, uma das iniciativas citadas anteriores. O site em si é em inglês mas os tutoriais estão em portugês do Brasil. Os vídeos com as instruções do que fazer em cada aula estão legendados, mas parecem estar bugados. Na janela onde o vídeo aparece tem uma aba “Nenhum vídeo? Mostrar notas.” Clicando ali, é exibido o texto do que eles falam.

Outra ferramenta bem parecida com essa, é o Scratch. Sendo que essa você deverá baixar e instalar. Além de não ter o acompanhamento que tem no Code.org. Mas tem liberdade para criar mais coisas. O céu é o limite.

Evoluindo para Python, também usaremos uma ferramenta online para auxiliar o processo de aprendizado, Codecademy. Ele tem cursos de várias linguagens, não só Python. Em disciplinas futuras, podemos usar outras, como HTML/CSS e JavaScript. Álias, onde mais tenho utilizado o Codecademy é em disciplinas de desenvolvimento web. Com um bom retorno.

Um recurso que eu sinto falta no Codecademy é a possibiliade de fazer um cadastro como professor e montar turmas com alunos, pra facilitar o acompanhamento. O Code.org tem esse recurso, mas ainda preciso ver até onde vai.

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Publicado por em 29/09/2014 em Profissional

 

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Dois anos de professor efetivo do IFRN

Hoje, 01/03/2014, completam exatos dois anos que assumi o cargo de Professor Efetivo do IFRN. Mas minha história com essa instituição começou bem antes. Podendo ser cronologicamente resumida da seguinte forma:

  • 1998-2001 – Aluno do curso Técnico em Informática Integrado com o Ensino Médio
  • 2002-2006 – Aluno do curso Tecnologia em Desenvolvimento de Software
  • 2011-2012 – Professor Substituto no Campus Parnamirim
  • 2012-atual – Professor Efetivo no Campus Ipanguaçu

Vez ou outra me perguntam o porquê de que virei professor. Não existe um motivo único (o financeiro é um deles, já que meu cargo anterior era o de nível médio, e este de nível superior), mas talvez o que mais me atraiu foi a possibilidade de influenciar positivamente a vida de pessoas através da educação.

Anos antes de vislumbrar essa possibilidade, eu me envolvi ativamente com o Movimento (Social) de Software Livre, quando era aluno do curso tecnólogo. Organizei eventos, participei como expectador e palestrantes de outros. Sempre na intenção de atrair mais usuários e colaboradores.

Nessa época, ficou claro para mim que software livre é a melhor solução no que diz respeito ao ensino e aprendizagem. No entanto, havia, e ainda há, uma certa resistência pela adoção de uma política pró-software livre nas instituições de ensino. Foi aí que pensei, juntamente com outros vários colegas do movimento:

Nós precisamos ‘tomar’ o lugar dos atuais professores. Temos de mudar o sistema por dentro.

Esse é um dos aspectos pontuais pelo qual tenho trabalhado para influenciar meus alunos, mas não se restrigindo a ele. Fico extremamente feliz  quando um aluno me diz que fez isso ou aquilo por minha influência, ou quando vem me pedir opinião sobre algo, inclusive sobre vida pessoal e profissional.

O exemplo recente mais marcante que tenho/lembro é de um aluno do Campus Natal Central do IFRN que conversei sobre a carreira/vida de professor e dias depois ele veio me agradecer por essa conversa ter sido motivação para o mesmo fazer o atual concurso para professor do Instituto, inclusive ficando em 1º lugar na prova escrita. Certamente será um novo colega de trabalho nos próximos meses.

Ainda tenho muito o que fazer e aprender sobre o ofício da docência, mas avalio que tenho feito um bom trabalho nesse período, em particular com ensino e extensão. Que muitos anos venham pela frente.

 

 
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Publicado por em 01/03/2014 em pessoal, Sem categoria

 

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Uma nota sobre álgebra relacional e o concurso do IFRN

No concurso que eu fiz para professor efetivo de Sistemas de Informação do IFRN, uma das questões discursivas era sobre a álgebra relacional por trás dos modelos de banco de dados. Envolvia conceitos que pouca gente deve conhecer, embora todos que trabalhem com banco de dados usem isso na prática todos os dias. A questão era resolvida com uma linha, mas o conhecimento necessário para saber o que colocar nessa uma linha (um simples SELECT <campos> FROM <tabela> (ou coisa do tipo)), e saber que era somente uma linha, era o que estava de verdade sendo avaliado. Costumamos ter a insegurança de achar que respostas curtas e simples estão erradas.

Abri agora a prova que foi aplicada ontem(26/01/2014) e adivinhem sobre o que tratava a primeira questão discursiva, a primeira questão que o candidato iria ver ao abrir a prova? Sobre exatamente a mesma álgebra relacional. Sendo que dessa vez, o candidato teria que ser mais inventivo (não sei se intencional, mas em um concurso para professores, isso também tem um bom fator didático/pedagógico). No meu concurso, foi dado o modelo e pedia-se o SQL, nesse ano o próprio modelo tem que ser apresentado pelo candidato e depois ele escrever alguns SQL’s exemplificando os conceitos de Seleção, Projeção, Junção e Produto Cartesiano.

Dizem que provas[/questões de concursos] não medem o conhecimento de ninguém. Diria que aí estão exceções para comprovar essa regra(?). Questões muito bem elaboradas e que realmente exigia um bom conhecimento do candidato. Também acredito que, em ambas as situações, essas questões foi a desgraça de muita gente.

As provas e gabaritos do concurso desse ano estão aqui.

 
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Publicado por em 27/01/2014 em Sem categoria